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Uma abordagem sobre o papel do professor no processo ensino-aprendizagem
Desde muito tempo, a prática educativa vem sendo centrada no professor. Em grande medida, tal atividade ficou desta forma convencionada: este deveria repassar os conteúdos, e os alunos, assim, absorviam ou memorizavam informações sem qualquer reflexão ou indagação. Ao final, o conteúdo era cobrado em forma de uma avaliação. Esse tipo de informação, repassada e memorizada, destoa completamente da proposta de um novo ensino na busca da produção do conhecimento. Essa prática pedagógica em nada contribui para o aspecto cognitivo do aluno. Hoje, não se pede um professor que seja mero transmissor de informações, ou que aprende no ambiente acadêmico o que vai ser ensinado aos alunos, mas um professor que produza o conhecimento em sintonia com o aluno. Não é suficiente que ele saiba o conteúdo de sua disciplina. Ele precisa não só interagir com outras disciplinas, como também conhecer o aluno. Conhecer o aluno faz parte do papel desempenhado pelo professor pelo fato de que ele necessita saber o que ensinar, para que e para quem, ou seja, como o aluno vai utilizar o que aprendeu na escola em sua prática social.
Numa sociedade que está sempre em transformação, o professor contribui com seu conhecimento e sua experiência, tornando o aluno crítico e criativo. O professor deve estar voltado ao ensino dialógico, uma vez que os seres humanos aprendem interagindo com os outros. É o processo aprender a aprender. O professor deve provocar o aluno passivo para que se torne um aluno sujeito da ação. A Lei nº 9.394/1996 estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, decretando a todo cidadão o direito à educação, abrangendo processos formativos que se desenvolvem desde a família até as manifestações culturais. Esta lei disciplina que a educação escolar se desenvolva por meio do ensino em instituições próprias, mas devendo vincular-se ao mundo do trabalho e às práticas sociais.
Numa gestão democrática, o professor deve participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino, como também estabelecer os objetivos, as metas que se quer alcançar no tocante ao perfil do aluno que se quer formar, uma vez que é ele que tem maior contato com o aluno e é de sua responsabilidade a construção de uma educação cidadã. É importante que o professor participe das atividades da escola em conjunto com as famílias dos alunos e a comunidade. Por isso, na sua prática pedagógica, o professor não pode ser omisso diante dos fatos sócio-históricos locais e mundiais, e precisa entender não apenas de sua disciplina, mas também de política, ética, família, para que o processo de ensino/aprendizagem seja efetivado na sua plenitude dentro da realidade do aluno. O professor é a alma do estabelecimento de ensino. Ele tem a tarefa importante de formar cidadãos e de desenvolver neles a capacidade crítica da realidade, para que possam utilizar o que aprenderam na escola em diversas situações e/ou lugares.
Antes de qualquer decisão acerca da educação, é preciso ouvir o professor. É ele que acompanha o aluno, medeia o conhecimento, faz parte do processo pedagógico efetivamente. É ele quem enfrenta as dificuldades de aprendizagem do aluno, as carências afetivas destes, e principalmente sabe como adequar os conhecimentos prévios dos educandos aos conteúdos curriculares da escola. Nesse sentido, o professor precisa também sentir-se motivado a caminhar frente às exigências da sociedade. É necessário apoiá-lo nas decisões do que é melhor para o aluno e escutá-lo, porque é com ele que o aluno passa o tempo em que está na escola. Assim, o educando precisa ter consciência de sua responsabilidade, respeitando as exigências da escola.
Qual das seguintes alternativas contém uma proposta de substituição para a locução conjuntiva “como também” (l. 10) que não distorce o sentido original da frase encontrada no texto?