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Geração com mais de 50 anos revoluciona a velhice Litza Mattos 01 Eles têm mais de 50, 60 anos, mas não se consideram idosos. Pelo contrário. É nessa fase 02 que eles muitas vezes estão redescobrindo o prazer de viver. Os “gerontolescentes”, como 03 passaram a ser conhecidas essas pessoas – por apresentarem esse espírito jovem semelhante ao 04 da adolescência, porém na terceira idade –, estão tirando do papel vários projetos que estavam 05 engavetados e descobrindo novos caminhos sobre como se vive e se percebe a velhice. 06 No Brasil, o crescimento da população idosa ocorre de forma progressiva. Hoje são 24 07 milhões de pessoas com mais de 61 anos (17% da população), e a estimativa para 2050 poderá 08 exceder 66,5 milhões, chegando a representar quase 30% do total da população brasileira. O 09 próprio conceito etário baseado exclusivamente na idade cronológica está modificando-se ao 10 longo do tempo. A idade acima de 60 anos é considerada idosa pela Organização Mundial da 11 Saúde (OMS) nos países em desenvolvimento; já nos países desenvolvidos, essa idade passa 12 para 65 anos. Porém, a OMS já criou a terminologia “muito idoso” para designar o indivíduo que 13 chega aos 80 anos. Já o termo “gerontolescência” está no “Glossário do Envelhecimento Ativo”, 14 uma publicação divulgada em 2015 pelo Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-Brasil), 15 instituição presidida por Alexandre Kalache, um dos mais reconhecidos especialistas em 16 envelhecimento no país. Segundo Kalache, “gerontolescência significa estar no mundo, ativo, 17 criando uma nova construção do que é envelhecer”. 18 De acordo com o documento, a geração dos baby boomers, que nasceu no pós-guerra (1945- 1964), lutou contra o racismo, a homofobia, o autoritarismo político, entre outras bandeiras, e 20 incorpora características distintas. “Tem melhor nível de escolaridade do que qualquer outra que 21 a precedeu, e há um espírito rebelde e ativista em seu cerne”, diz o texto. O operador de 22 máquinas Luiz Gonzaga da Silva Neto, 55, é um exemplo de quem tenta manter esse 23 temperamento jovem de um jeito bem radical. Todo mês ele se dá de presente um salto de 24 paraquedas. A primeira experiência foi aos 50 anos, mas, para ele, a idade não significa nada. “O 25 que manda é o espírito mental. Conheço jovem com espírito de idoso e idoso com espírito de 26 jovem. Após os saltos, eu me sinto mais disposto. Quando abandono a aeronave, todo estresse 27 e cansaço ficam lá em cima”, diz. 28 Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Regional Minas 29 Gerais (SBGG), Rodrigo Ribeiro dos Santos, o termo “gerontolescência” ainda não é oficialmente 30 reconhecido. “Existe o envelhecimento bem-sucedido, que é a pessoa que atinge grandes idades 31 e continua independente para as suas atividades, e o envelhecimento patológico, quando é 32 acrescido de doenças e condições clínicas”, afirma. Um erro bastante comum, segundo Santos, é 33 acreditar que o modo como as pessoas vão envelhecer depende mais dos aspectos genéticos do 34 que ambientais. “Até os 75 anos, a forma como se envelhece é praticamente determinada pelas 35 questões ambientais”, diz. Com o maior acesso a saúde e informação, o número de octogenários 36 e centenários tem crescido. Mais do que nunca, as pessoas devem ter certeza de que vão viver 37 muito. 38 Assistente social e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Naira Dutra 39 Lemos também não concorda com a nomenclatura recém-criada, pois, segundo ela, tende a 40 infantilizar ainda mais o idoso. “Nessa fase eles não voltam a ser adolescentes, mas passam a 41 viver uma nova fase, com maior liberdade para fazer novas coisas e projetos de vida, que são 42 bem distantes dos de um adolescente. Coisas que talvez só estejam fazendo agora porque antes 43 não tiveram tempo, seja estudar ou viajar o mundo, e isso é absolutamente comum e saudável”, 44 analisa. 45 Há 50 anos, via-se o aposentado como aquela pessoa idosa de pijama, sentada na 46 poltrona e sem fazer qualquer esforço, muitas vezes até sob recomendação médica. Esse 47 paradigma foi totalmente rechaçado pela medicina e por quem planeja se aposentar, como a 48 costureira Vânia da Conceição Santos. Cheia de planos, ela conta que nunca esperou tanto que 49 o mês de agosto chegasse para completar seus 60 anos e se aposentar. “Acho que a terceira 50 idade é o período em que se realizam os planos pelos quais se batalhou na vida”, afirma.
Numere a segunda coluna de acordo com a primeira fazendo a correta classificação da partícula “se”, que aparece nos fragmentos retirados do texto.
Coluna 1 1. Índice de indeterminação do sujeito. 2. Pronome apassivador. 3. Pronome reflexivo. Coluna 2 ( ) Eles têm mais de 50, 60 anos, mas não se consideram idosos. (l. 01). ( ) Todo mês ele se dá de presente um salto de paraquedas. (l. 23-24). ( ) Até os 75 anos, a forma como se envelhece é praticamente... (l. 34). ( ) Há 50 anos, via-se o aposentado como aquela pessoa idosa de pijama... (l. 45). A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: