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O autor da placa decidiu que a pronúncia comum era informal, que a escrita deveria expressar a forma padrão: e cometeu dois erros (deve-se reconhecer que suas hipóteses são finas, relativamente sofisticadas, apesar de erradas).
A “correção” consiste, usualmente, em casos como esse, em acrescentar um som às sílabas que deixaram de conter ditongo (já que a fala informal elimina o ditongo), e em colocar um “l” no lugar de um “u” (é o “l” que se converte em “u”, não o inverso).
Uma hipercorreção consiste em acrescentar um som mesmo quando não há ditongo (bandeija, professoura): o resultado, no caso, é “couver”. Outra hipercorreção consiste em substituir “cou” por “col”, porque se avaliou que o “u” é de fato um “l”.
Um dos casos mais incríveis de hipercorreção de que já ouvi falar é “Pallo” para “Paulo” – por se tratar de nome próprio bastante comum, se me perdoam o trocadilho. Explico: o escrevente imaginou que a sílaba “Pau” se escrevesse “Pal”, que a pronúncia “Pau” seria uma forma inovadora, e que, portanto, a grafia deveria seguir regras como a que se segue em “maldade”, pronunciada “maudade”…
Numa aula, um professor pode só corrigir. Mas, se souber explicar o que (provavelmente) aconteceu “na cabeça” do escrevente, isso fará dele um professor diferenciado. É mais ou menos como a diferença que há entre o professor de matemática que só manda aplicar uma fórmula e o que sabe o que ela significa. Um é matemático, e raciocina. O outro poderia ser substituído pelo segurança da escola.
Sobre a relação entre fonemas e letras, encontros consonantais e encontros vocálicos, analise as assertivas abaixo:
I. Os encontros vocálicos são três: ditongos, tritongos e hiatos; o primeiro é a combinação de uma vogal mais uma semivogal, ou vice-versa, na mesma sílaba; o segundo é o conjunto semivogal mais vogal mais semivogal, formando uma só sílaba; o terceiro é o encontro de duas vogais pronunciadas em dois impulsos distintos, formando sílabas diferentes.
II. Encontro consonantal é a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos numa palavra, ocorrendo sempre na mesma sílaba.
III. Na relação entre fonemas e letras, tanto a ocorrência de encontros consonantais quanto a de dígrafos faz com que o número de letras e de fonemas seja diferente.
Quais estão corretas?