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Esperança: o impulso para melhorar
Por Eduardo Araia
Está complicado. Por aqui, penamos em meio à pior crise econômica da história, que deixou mais de 26 milhões de brasileiros desempregados. Associadas à ela estão uma monstruosa cultura de corrupção e uma casta dominante que, no geral, não tem pudores de sacrificar aqueles que representam para manter seus privilégios. Enquanto isso, a violência não dá trégua, de norte a sul do país. Sente-se sufocado e quer mudar de ares? Pois a situação aí fora também não anima muito. Veja a vizinha Venezuela: para as dezenas de milhares de seus habitantes que chegaram à Colômbia e ao Brasil nos últimos meses, os problemas desses países são preferíveis aos que eles enfrentavam na sua pátria.
Mais ao norte, o presidente da maior potência mundial vai confirmando algumas das piores expectativas que havia sobre seu governo. Do outro lado do Atlântico, a onda de imigração abala a União Europeia, que ainda lida com o Brexit e a letárgica economia. A Coreia do Norte ameaça iniciar uma guerra nuclear com os Estados Unidos, no gesto mais inusitado das ditaduras escancaradas ou disfarçadas que têm prosperado no mundo. O Estado Islâmico e outros grupos cometem atos terroristas aqui e ali. Nem falamos ainda do aquecimento global, e o rol de notícias preocupantes está longe de acabar.
Diante de um quadro desses, muitos desanimam. Outros, porém, seguem – intuitivamente ou não – a máxima chinesa de que “crise é oportunidade” e vão em frente, abrindo-se a novas possibilidades. A impulsioná-los está uma atitude mental presente desde os primeiros tempos da humanidade: a esperança. Ela está por trás das inúmeras voltas por cima que pessoas, comunidades e países vêm dando ao longo da história.
Assinale a alternativa em que o verbo NÃO pode ser passado para a voz passiva nas frases retiradas do texto.