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A Organização Mundial do Turismo (OMT), órgão das Nações Unidas, declarou 2017 como o ano do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. “Precisamos trabalhar juntos a fim de aproveitar a contribuição do turismo para o crescimento econômico, a inclusão social, a preservação cultural e ambiental e a compreensão mútua, particularmente quando vivemos em tempos com déficit de respeito e tolerância”, disse o secretário-geral do órgão, Taleb Rifai. Coincidentemente ou não, na recente temporada de verão no Hemisfério Norte pipocaram movimentos fortemente críticos à atividade justamente pela falta de sustentabilidade.
“Turismofobia” foi o nome dado pela imprensa europeia ao fenômeno perceptível nas principais cidades com forte tradição turística do velho continente, principalmente Barcelona. Mas Ernest Cañada, coordenador do Alba Sud, um centro de pesquisa para o turismo sustentável, contesta a alcunha. Para Cañada, que também é professor da Escola Universitária de Hotelaria e Turismo da Universidade de Barcelona, esse rótulo atrapalha a discussão de uma questão séria, que é a sustentabilidade da atividade turística, e traz a impressão de que existe um sentimento de ódio para com os visitantes, o que, apesar de alguns cartazes e pichações mais agressivos, seria um exagero.
O professor explica que o fenômeno que eclode agora começou com a percepção dos moradores da cidade de que eram necessárias contrapartidas mais fortes. A população começou a identificar uma série de problemas com a atividade na cidade e a crítica passou a ser mais sobre os impactos positivos para eles. “Em uma recente pesquisa de opinião, o turismo foi a preocupação número um dos barceloneses na cidade. Não é que exista uma reação forte aos turistas ou ao turismo, mas sim uma reação aos reais benefícios”, comenta Ernest.
A OMT estima que 10% do PIB no mundo está vinculado à atividade turística. Mas se o incremento na economia local é um impacto positivo, o comportamento do turista pode fazer esse fluxo de dinheiro não valer a pena. “Quando viajamos, a tendência é assumirmos um comportamento – diferente – e nesse momento vem à tona uma falta de civilidade em muitos visitantes”, afirma Reinaldo Dias. Por isso o sociólogo acredita que o planejamento e a promoção do turismo deve englobar a educação cultural do viajante.
Barulho excessivo e sujeira acabam sendo o legado de turistas para muitas dessas cidades. “Não é cercear a liberdade do turista. Mas certas limitações são muito importantes. Falta consciência do turista também”, diz o professor Antonio Carlos Bonfato, que reforça a falta de respeito que muitos turistas têm com o local que os abriga. Diz ele ainda: “Também temos a missão de mostrar que o turismo deve ser respeitoso e que tem de se entender o lugar, saber sobre ele, o modo de vida e a cultura local. Isso é o âmago do turismo, você conhecer diferentes realidades.”
Analise as seguintes propostas alteração no texto:
I. O deslocamento de fortemente (l. 07) para imediatamente antes de movimentos manteria o sentido original da frase.
II. Na linha 15, poderia vir a ser substituiria correta e adequadamente seria, sem alteração no contexto.
III. Na linha 24, a inserção do pronome pessoal nós, imediatamente após o vocábulo Quando não implicaria erro à frase.
IV. Na linha 31, o pronome oblíquo os poderia ser utilizado imediatamente após obriga, visto que no contexto é permitido seu uso tanto antes quanto depois da forma verbal.
Quais estão INCORRETAS?