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O impacto da ampliação do uso de produtos fluoretados no controle da cárie dentária em todo o mundo, inclusive no Brasil, tem sido evidenciado pelas modificações significativas do perfil epidemiológico da doença. Entretanto, uma prática de saúde pública prudente, voltada para o uso adequado e para o controle do consumo excessivo de flúor, deve ser implementada para minimizar a fluorose dentária, sobretudo em suas formas mais severas. Analise as assertivas abaixo sobre a fluorose dentária:
I. A fluorose dentária é o resultado da ingestão crônica de flúor durante o desenvolvimento dental, que se manifesta por meio de mudanças visíveis de opacidade do esmalte devido a alterações no processo de mineralização.
II. O parâmetro mais aceito atualmente sobre a dose limite de ingestão de fluoretos capaz de produzir fluorose está entre 0,05 e 0,07 mg F/dia/kg de peso corporal. O período crítico de exposição a dosagens excessivas de flúor para as duas dentições é do nascimento até os doze anos de idade.
III. A fluorose dentária leve causa apenas alterações estéticas, caracterizadas por pigmentação branca no esmalte dentário. A fluorose moderada e severa, caracterizada por manchas amarelas ou marrons, além de defeitos estruturais no esmalte, apresenta repercussões estéticas, morfológicas e funcionais.
IV. O principal fator de risco associado à fluorose dentária é a ingestão de água fluoretada. O uso de dentifrício fluoretado, suplementos com flúor ou alimentação infantil em pó contendo fluoretos antes dos seis anos de idade não podem ser apontados como fatores de risco à fluorose dentária.
Quais estão corretas?