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É perfeitamente possível tirar água do ar. Depois dos oceanos, lagos, rios e aquíferos, outra grande reserva de água na atmosfera terrestre, sob a forma de vapor. Décadas, cientistas e técnicos de vários países trabalham na construção de máquinas que convertem a umidade do ar em água. Além dessa possibilidade, várias soluções científicas emergenciais disponíveis para mitigar um cenário grave de falta d’água. No Brasil, às voltas com a pior seca já registrada no Sudeste e crises em São Paulo e no Rio de Janeiro, algumas estratégias já estão sendo aplicadas. O problema é que, em geral, as tecnologias engenhosas custam mais caro.
No mês passado, por exemplo, o engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino, de Valinhos (SP), foi à Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo oferecer a Waterair ao governo. Sua máquina, patenteada em 2010, capta a umidade do ar e transforma vapor em água por meio de osmose reversa sob alta pressão. Na sequência, o líquido é desinfetado das bactérias por uma sofisticada filtragem ultravioleta.
A proposta de Paulino é aumentar a escala do funcionamento da Waterair, instalando 40 usinas nas avenidas marginais da capital, ao longo dos rios Tietê e Pinheiros, para produzir 2 milhões de litros de água por dia, em cada uma, e abastecer 500 mil pessoas. A alta umidade do ar nas margens dos rios (entre 50% e 90%), segundo Paulino, viabilizaria o projeto.
“A proposta está sendo analisada e ainda não temos uma resposta. É difícil estimar o custo de cada usina, que depende da dimensão geral do projeto”, conta ele. “Nossos equipamentos despertaram a atenção de outros países e estamos trabalhando com o governo dos Emirados Árabes Unidos para construir uma usina com capacidade de produção de 150 milhões de litros por dia”, afirma o empresário.
O equipamento funciona ligado a uma tomada elétrica e é fabricado em dois tamanhos. O menor produz 30 litros por dia e custa R$ 7 mil. O maior produz 5 mil litros por dia e vale R$ 350 mil. Segundo Paulino, a diferença entre o seu invento e os outros do mercado é que ele produz água potável mineralizada, enquanto os demais produzem apenas água condensada estéril. O problema é o custo da energia. “Tirar água do ar só é viável quando é impossível retirar o recurso de fontes normais”, admite Paulino.
Em teoria, encher um reservatório de mil litros em São Paulo (o suficiente para uma família de quatro pessoas) custaria R$ 170 mil, uma vez que o gasto de energia elétrica para fazer um litro de água é de R$ 0,17. O preço é muito superior ao da distribuidora de água do Estado, a Sabesp, que cobra R$ 7,25 (incluindo a tarifa de esgoto) para distribuir a mesma quantidade. Apesar do custo, a procura pelos aparelhos da Waterair aumentou 500% nos últimos meses.
Se na frase O equipamento funciona ligado a uma tomada elétrica e é fabricado em dois tamanhos. (l.23), a palavra sublinhada fosse substituída por máquinas, quantas OUTRAS alterações deveriam ser feitas para manter a sua correção?