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Há menos de duas décadas você não pensaria em consultar um web designer ou fazer um curso a distância tendo aulas no computador. Se a tecnologia elimina alguns postos de trabalho, ela também cria novas profissões. O entre futurólogos (pessoas que estudam o futuro a partir de tendências do presente) é que estamos entrando em uma era de confiança na ciência como nunca vivemos e, por isso, em alguns anos, sua profissão não vai mais existir nos moldes de hoje. Para traçar esse futuro, o governo britânico encomendou um estudo para elencar quais seriam as profissões dominantes nos próximos 20 anos. Essas mudanças são projetadas sobre o que já está acontecendo hoje: urbanização intensa, aumento populacional e do número de idosos, além da popularização da ciência, ajudam a definir para onde irá o mercado de trabalho nas próximas décadas. Segundo a pesquisa, uma das áreas que gerar mais empregos até 2030 será consultoria de bem-estar para idosos, profissionais capazes de articular diversas áreas da saúde para ajudar os velhinhos do futuro a viverem melhor. Aliás, no mundo das novas profissões, “articulador” virou palavra-chave. Aqueles que unir diferentes áreas do conhecimento para gerar novos serviços passarão a valer ouro. Por isso é que vale cursar diferentes graduações ou seguir especializações dentro de uma mesma área. O Brasil está em posição nesse cenário. Deve se firmar como um dos maiores poderes científicos mundiais por volta de 2025, se seguindo a política de investimentos em pesquisas e colaboração internacional, diz um estudo de outra consultoria britânica. Para se ter uma ideia, o número de cientistas formados dentro do país cresceu oito vezes nos últimos 15 anos. Já as carreiras que envolvem vendas e atendimento tendem a desaparecer. “Os serviços de e-commerce vão acabar com muitos postos locais. Logo mais, as livrarias serão apenas um local de encontros, já que a venda de livros on line já supera o comércio nas lojas”, diz Michael T. Robinson, diretor de uma das maiores empresas americanas de aconselhamento profissional. Mas, então, o futuro é quase a realização de um episódio dos Jetsons, em que muitas das funções vão ser exercidas por robôs? Para o futurólogo britânico Ian Pearson, haverá espaço para o humano, especialmente nas artes. “Profissões de cuidados humanos ou artes não tendem a desaparecer. Quando queremos contato humano, não é só uma questão de performance ou eficiência. Às vezes é puramente uma questão de empatia. Precisamos saber que a outra pessoa pode nos compreender e se colocar em nosso lugar. Isso só um outro humano pode fazer.”
Qual dos seguintes complementos do verbo “tender”, na frase “Já as carreiras que envolvem vendas e atendimento tendem a desaparecer”, é INCORRETO sob o ponto de vista gramatical?