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Acordar no meio da noite pensando no trabalho e sentir dor no estômago, irritabilidade e mau humor ao se lembrar do emprego são os principais sinais do chamado estresse ocupacional. Apesar de desempenharem diferentes funções chefes e empregados, administradores economistas e até mesmo os autônomos podem sofrer os mesmos sintomas. A solução passa por se conhecer melhor, mudar algumas rotinas ou até mesmo repensar escolhas pessoais e profissionais.
Não há apenas uma faísca que desencadeia o estresse, mas um conjunto de situações que contribuem para o surgimento e agravamento de sintomas, que vão do alerta à exaustão. E quanto maior o tempo e intensidade dos fatores estressantes – como mau relacionamento com o gestor, ambiente barulhento, prazos curtos e muitas demandas –, piores são as consequências.
“Quando a exposição ao estresse é permanente, a pessoa tem reduzida a resistência e fica mais vulnerável a vírus e bactérias, surgindo as gripes de repetição e outras doenças. A fase seguinte é de cansaço extremo e a pessoa vivencia uma gangorra emocional”, explica a coordenadora do Setor de Qualidade de Vida do Imtep, instituto ligado à medicina do trabalho, Julyana Andrade Vieira Caporal. Doenças crônicas e autoimunes também podem surgir nesse período, especialmente em quem tem predisposição à hipertensão, diabetes tipo 2 e artrite reumatoide. “O estresse desorganiza a fisiologia do organismo, fazendo surgir sintomas psicológicos, como o sentimento de aversão ao local de trabalho, aquela angústia de domingo à noite”, afirma o psiquiatra da Paraná Clínicas, Lincoln Cesar Andrade.
A palavra Acordar (l. 01) está escrita em letra maiúscula porque