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Ponto cego é a área da retina que não possui células fotorreceptoras. Sem elas, a imagem projetada pelo cristalino (lente do olho) não é registrada pelo sistema nervoso e passa despercebida. Ou seja: não vemos o que está bem frente. Os pontos cegos podem surgir, também, na carreira. É a teoria de Cyril Bouquet, professor do IMD, escola de negócios suíça. Segundo ele, os profissionais não enxergam fatos que podem arruiná-los. “O problema dos pontos cegos é que são, por definição, algo que não vemos”, diz Cyril.
Em geral, o defeito é evidente para todos, exceto para quem o tem. Como lidar com algo que você ignora? A solução: pense como um ET. Cyril sugere que os profissionais olhem sua carreira de ângulos improváveis, como se fossem marcianos chegando Terra. Assim, é possível avaliar hipóteses nunca consideradas. O professor usa as letras da palavra “alien” para designar atitudes usadas para resolver a ignorância sobre o ponto fraco: “A” significa ser um antropólogo; “L”, “lateral thinker” (algo como pensador lateral); “I”, imaginador; “E”, experimentador; e “N”, navegador.
Só evite pensar como um alien em tempo integral: agir como um observador externo toda hora cansa e atrapalha a produtividade. O ideal é fazer isso quando precisar achar uma resposta diferente para um problema. Mas qual o momento certo para ser um alien?
- Seja um alien para assumir um novo cargo:
Quando um profissional chega a um novo cargo, seja por promoção, seja por mudança de empresa, precisa se adaptar. Essa é a hora de se tornar antropólogo. Não basta ouvir, racionalmente, colegas, chefes e clientes, é necessário entender como aquelas pessoas (e aquele mercado) se comportam. Observe as atitudes alheias. Note quem almoça com quem, quem funciona melhor em conversas por e-mail, quem precisa de feedback constante. Um antropólogo estuda as interações humanas e sociais para entender como os grupos agem. Ao adotar esse olhar, o profissional vai saber como deve interagir com as pessoas da forma mais produtiva e cordial possível.
- Seja um alien para fugir da estagnação:
Quem se sente estagnado na carreira geralmente tem dificuldade em imaginar como poderia se desenvolver por ficar preso conselhos do chefe, dos colegas ou preocupações do marido ou da esposa. Resultado? Ansiedade e cérebro travado. A arma a ser usada aqui é a imaginação. Deixe a mente viajar em torno de todas as possibilidades e aja como uma criança, fazendo perguntas como: por que estou aqui? Para onde devo ir? Esses questionamentos são importantes para alcançar o sucesso.
- Seja um alien para impressionar o chefe:
Há a tendência de achar que o jeito mais fácil de impressionar o chefe é mostrar conhecimento sobre a área em que atua ou, no máximo, apresentar o que as outras empresas estão fazendo de diferente. Isso não basta. Um profissional que se destaca, de fato, propõe inovações. A melhor maneira de encontrar soluções diferentes é se distanciar um pouco do que acontece no dia a dia e pensar em estratégias que possam até parecer absurdas. Use o pensamento lateral, que busca referências e cria novas conexões mentais, ajudando ter ideias melhores e inovadoras.
- Seja um alien para mudar de caminho:
O mundo está se transformando em alta velocidade. Mas esse fato não deve ser usado como desculpa para correr o tempo todo. Muitos executivos não conseguem desacelerar e não encontram maneiras de estabelecer uma nova trajetória — para sua carreira ou sua empresa. Para combater o problema, os profissionais deveriam achar uma brecha na agenda para experimentar, seja na prática, seja na teoria. O exercício faz com que novos caminhos apareçam.
- Seja um alien para quebrar a resistência
Nem todo mundo está preparado para adotar a postura do alien na vida executiva. Por isso, é comum encontrar resistência a um tipo de pensamento mais desconexo e a uma visão inédita. Convencer as pessoas de que esse tipo de raciocínio funciona não é fácil. Uma maneira é instigar o espírito navegador da equipe, mostrando a necessidade de vencer os próprios preconceitos para inovar.
Analise as seguintes ocorrências da palavra ‘que’ no texto.
I. Linha 01.
II. Linha 05.
III. Linha 08 (segunda ocorrência).
IV. Linha 34.
V. Linha 36.
Quais são classificadas como conjunção integrante?