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MODERNIDADE
“Modernidade” é uma palavra desgastada e usada como artifício para discursos politiqueiros e vazios. Mas, refletindo um pouco mais, temos que nos perguntar para onde vamos e como vamos chegar ______ desejamos. A um simples “clic”, nossas tevês se ligam e mudam de canal; falamos com todas as partes do mundo; nos transportamos para lugares distantes; com rapidez, aquecemos o alimento; somos curados de males até então desconhecidos e incuráveis; consumimos energia gerada por água, carvão ou átomo. Enfim, de qualquer modo, todo cidadão com acesso médio aos bens de consumo usufrui, de alguma forma, as inovações tecnológicas. Cabe a pergunta: há algo que ainda não foi inventado? Criado? Produzido a partir da mente humana?
Só irão responder aquelas pessoas _____ capacidade de reflexão e crítica foi estimulada e que, de alguma forma, sentem-se induzidas a crer que os limites humanos ainda não se esgotaram. Falta criar. Falta pensar. E quem irá fazer isso? Certamente não seremos nós, os adultos da década perdida, mas as crianças, os adultos do século XXI. Onde estarão elas e, principalmente, o que estão fazendo? Será que estão se preparando para criar e inventar formas melhores de vida e de mundo? Estarão elas sendo despertadas para a ciência, para a investigação do micro e do macrocosmo? Onde estarão os “doutores” do amanhã?
Há mais de dez anos, as escolas superiores de formação de professores estão seriamente envolvidas num processo ______ se mesclam preocupações, reivindicações e denúncias acerca da atividade profissional a que se dedicam: formar aqueles que irão formar. Nossa escola tem que pensar urgentemente sua situação de ensino. Não basta construir espaços modernos, ampliar o acesso e a permanência da criança na escola, pois é nesta escola que residem questões fundamentais de nossa análise. (....) Não se inventou, ainda, escola sem professores, apesar da insistência em se construir a primeira sem o preparo do segundo. A educação continua a ser um ato de relação interpessoal em que alguém é professor.
Por que, então, ser professor atrai cada vez menos? Porque entre tantos fatores não temos tradição avaliativa da escola como núcleo cultural e, portanto, a degradação do professor é sintoma do empobrecimento cultural da sociedade. Países como os Estados Unidos, Japão e Alemanha sobreviveram a adversidades e guerras também por efeito de seu patrimônio cultural e educacional! Quanto a nós, presenciamos um cenário de atraso cultural e tecnológico e parece-nos ignorar que ele não será superado sem professores.
A alternativa que apresenta expressões que poderiam, respectivamente, substituir “os limites” (l.11), “sintoma” (l.27) e “adversidades” (l.28), sem alterar o significado que elas têm no texto, desconsiderando quaisquer mudanças na estrutura da frase, é: