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Cinco universitários criam site que ajuda a achar trabalho voluntário
A insatisfação com a vida corporativa da maior metrópole do país e com a graduação levou cinco amigos e estudantes de administração da Universidade de São Paulo (USP) a criarem o Atados, uma rede social gratuita que conecta voluntários a causas sociais. O Atados nasceu com o propósito de criar um elo, por meio de uma plataforma on-line, entre pessoas que queiram fazer trabalho voluntário e organizações não governamentais que precisam de ajuda. Com um conceito simples e linguagem jovem, o site permite que o usuário crie um perfil e busque oportunidades de voluntariado de acordo com suas habilidades, causas que defende e região onde quer atuar. Para unir forças, o grupo chamou um grande amigo da faculdade, João Paulo Padula, 25, que estudava em Paris quando recebeu o convite. Abria-se, então, um mundo novo e desconhecido para os cinco estudantes: o terceiro setor. Sem experiência com trabalho voluntário, eles foram buscar o conhecimento e entender as necessidades das organizações. Em sete meses, visitaram 70 ONGs de diversas causas e tamanhos. O Atados desenvolveu uma metodologia para ajudar as organizações em outros processos além da captação de voluntários. Sem cobrar, passaram a oferecer palestras, apoio, articulação e assessoria sobre o trabalho voluntário. Também ajudam na captação de recursos e mobilizam as redes sociais para divulgar e buscar novos voluntários. O acompanhamento das ONGs é feito com visitas a cada três meses. "O Atados é uma rede de possibilidades e de pessoas dispostas a novos aprendizados. São pessoas que querem viver uma vida mais simples", diz Padula. O perfil do usuário do site é de mulheres jovens, de até 27 anos. Os estudantes investiram R$ 25 mil no projeto. Hoje, a rede social conta com mais de 25 mil pessoas cadastradas, cerca de 400 novos candidatos por mês e 280 organizações parceiras, além de ter expandido sua atuação para Curitiba e Brasília. "O voluntariado não é assistencialismo, mas uma troca de experiências", afirma Madaleno. "Não adianta criar uma persona e pensar 'vou lá ajudar os pobres'. Tem que ser de coração para ter impacto", complementa Padula. A renda do Atados vem de 11 contratos com empresas, que pagam para obter projetos de responsabilidade social ou voluntariado corporativo personalizados. O Atados leva os funcionários da companhia para participar de atividades com as ONGs parceiras. As organizações e os voluntários não pagam para fazerem parte da rede.
A palavra captação, presente várias vezes no texto, contém a ideia de: