///
'Cemitério' de navios traz risco ambiental à Baía de Guanabara
O rompimento de uma ancoragem enferrujada permitiu que um navio fosse arrastado lentamente até bater no guarda-corpo da estrutura da Ponte Rio-Niterói, que balançou. O incidente, que cortou por três horas a principal ligação rodoviária entre a atual e a antiga capital fluminenses, não surpreendeu, porém, ambientalistas e engenheiros que acompanham há anos o problema e seus riscos ambientais e à navegação. Após vistoria técnica que não constatou danos estruturais, a ponte foi reaberta.
"Ao longo deste tempo, cresce o risco de vazamento de óleo, outras substâncias químicas e metais pesados oriundos dessas embarcações que apodrecem no fundo da Baía ou ficam ancoradas no espelho d'água de forma precária e insegura, sem dispor da devida fiscalização periódica que deveria ser realizada por órgãos ambientais como o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) ou o Ibama (órgão federal), nem mesmo pela Capitania dos Portos", afirmam os ativistas do Movimento Baía Viva, em nota.
A ONG, que monitora a baía desde 1984, afirma que "o cemitério de navios que assombra há 30 anos a Baía coloca em risco a vida dos cariocas". Os ativistas dizem alertar periodicamente as autoridades sobre o risco de desastres ambientais nas águas da Baía causados pela presença de grande número de embarcações afundadas ou abandonadas na superfície há anos. Chamam de "hipocrisia" quando os responsáveis alegam desconhecer o problema.
"O incidente, que cortou por três horas a principal ligação rodoviária entre a atual e a antiga capital 'fluminenses'."
Assinale a opção CORRETA em relação ao vocábulo destacado: