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A pessoa idosa apresenta profundas particularidades biopsicossociais que a diferenciam da população adulta. Até mesmo dentro da faixa etária, há heterogeneidade no processo de envelhecimento. Nesse sentido, destaca-se a importância da estratificação de risco, requisito fundamental para a estruturação de uma rede. De um lado, por exemplo, temos a pessoa idosa que é capaz de gerenciar sua vida de forma independente e autônoma, mesmo apresentando alguma situação crônica de saúde, mas que não se associa, necessariamente, a maior vulnerabilidade. Enquanto esse grupo representa em torno de 70% das pessoas idosas, cerca de 30% são consideradas frágeis ou em risco de fragilidade, apresentando maior vulnerabilidade caracterizada por dependência funcional, incapacidades ou condições de saúde preditoras de desfechos adversos, necessitando de acesso e cuidado qualificado no Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com Ministério da Saúde, as ações e as intervenções oferecidas às pessoas idosas frágeis com base simplesmente na abordagem da doença são