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Um paciente de 56 anos de idade comparece à consulta médica oncológica após encaminhamento do clínico geral. Relata atuar como pedreiro, possuir ensino médio completo, ser casado e pai de três filhos. Nos últimos meses, desenvolveu rouquidão e apresenta feridas não-cicatrizantes na boca. Aparenta nervosismo e afirma comparecer à consulta por insistência de seu médico clínico, por considerar que não apresenta problema grave de saúde. Justifica que os seus sintomas são naturais pelo uso frequente e prolongado de cigarro. Após exames, o médico detectou um carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço (CECP).
Após os exames que detectaram o CECP, o paciente foi contatado para agendar sua consulta de retorno e orientado a estar acompanhado de algum familiar no dia agendado. Ele compareceu sozinho à consulta, alegando não querer preocupar seus familiares “com besteiras”. Diante da situação, o médico oncologista optou por informar o diagnóstico rapidamente e sem pormenores, uma vez que, para ele, o paciente não compreenderia a seriedade do caso. O médico relatou que os resultados foram positivos e que tudo transcorreria bem, uma vez que cuidariam dele com base no protocolo recomendado para o quadro clínico. O médico reforçou a necessidade de que o paciente comparecesse acompanhado de um familiar no retorno.
O paciente se deu por satisfeito e optou por não informar os seus familiares. Faltou no retorno e justificou, ao ser questionado por telefone, que o médico alegou que tudo transcorreria bem.
Com base no diagnóstico de CECP, assinale a alternativa correta.