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Num certo sentido, gramática é algo estático – é um conjunto de descrições a respeito de uma língua. É nesse sentido que a palavra é usada quando dizemos “a gramática do Celso Cunha”, “a gramática do Rocha Lima”. Cada uma dessas gramáticas tem suas propriedades específicas. A de Rocha Lima é tida em geral como a mais normativa das duas. A de Celso Cunha já é não normativa, mas compartilha com a de Rocha Lima o caráter taxionômico, porque arrola fatos e regras de estrutura linguística. Um exemplo disso é o capítulo dessas gramáticas sobre conjunções e tipos de orações. São apresentadas uma lista de conjunções coordenativas e subordinativas e uma lista de orações coordenadas e subordinadas. De qualquer modo, gramática nesse sentido é um compêndio com descrições de uma língua.
Num outro sentido, gramática tem caráter dinâmico e corresponde a um construto mental, que cada membro da espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da língua em questão, já que se trata aqui de gramática de uma língua. [...] Quando se começa a refletir quanto a fatos de língua, fica claro que os seres humanos nascem com uma estrutura mental organizada de tal modo que torna a aquisição de língua algo inevitável, inexorável. Podemos chamar essa estrutura mental inata de diferentes nomes. Muitos usam as expressões gramática universal, faculdade de linguagem ou dispositivo de aquisição de língua.
Assinale a alternativa em que a coesão é construída pelo emprego da elipse do sujeito.