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Um paciente de 40 anos de idade, obeso grau II, trabalhador braçal, compareceu à consulta em uma unidade de pronto atendimento porque, há um mês, surgiu um desconforto inguinal no lado direito ao fazer esforço no trabalho. Ele é tabagista, hipertenso e diabético sem controle adequado, mas nega demais comorbidades. Ao exame físico, foi identificada hérnia inguinal no lado direito, irredutível, mas sem sinais de estrangulamento. Após a orientação e o tratamento para cessar tabagismo e controlar sua pressão arterial e diabetes, o paciente foi encaminhado para avalição pela cirurgia geral de maneira eletiva, com PA = 140 mmHg x 90 mmHg, FC = 98 bpm, FR = 19 irpm e SatO2 = 98%. Quanto a esse caso clínico e aos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
1. A cirurgia laparoscópica simultânea é preferida para as hérnias inguinais bilaterais.
2. O paciente, nesse caso, deveria ser encaminhado ao pronto-socorro da respectiva cidade para realização de uma cirurgia de urgência para correção das hérnias inguinais.
3. Comorbidades como tabagismo, obesidade, diabetes e hipertensão não controladas aumentam o risco de complicações pós-operatórias.
4. A colocação de tela nos reparos de hérnias inguinais não aumenta o risco de infecção de sítio cirúrgico.
5. Para o tratamento de hérnias inguinais recidivadas, recomenda-se o uso de uma mesma abordagem como a realizada no primeiro momento.