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Um paciente de 50 anos de idade, com antecedente de hipertensão arterial sistêmica (HAS) há cinco anos, compareceu à consulta cardiológica para seguimento de doença crônica sem queixas, tendo realizado a sua última consulta há dois anos, receoso pela pandemia atual. Assintomático no período, ativo, faz uso atual de anlodipino 5 mg, uma vez ao dia, e perindopril 4 mg, uma vez ao dia, demonstrando, no exame físico, FC = 82 bpm, FR = 19 irpm, SatO2 = 97 %, média de medidas de pressão arterial (três medidas em cada membro) PA = 126 mmHg x 74 mmHg, sem alterações no exame físico, do precórdio e do aparelho respiratório. Levou ecocardiograma realizado há um ano, demonstrando remodelamento concêntrico do ventrículo esquerdo sem hipertrofia (índice de massa de VE = 90 g/m²) ou disfunção ventricular (FEVE = 65%). Exames laboratoriais periódicos indicaram colesterol total = 210 mg/dL, LDL-C = 134 mg/dL. HDL-C = 40 mg/dL e triglicérides = 180 mg/dL.
Como o paciente está em uso de dois anti-hipertensivos em doses não máximas, uma das classes deve ser suspensa e a dose da outra medicação aumentada até a sua dose máxima para controle da pressão arterial.