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Uma paciente de 4 anos e 5 meses de idade compareceu com a respectiva mãe para atendimento em pronto-socorro infantil em razão de quadro de edema há três dias, com anasarca, associado a dor abdominal, em cólica, de fraca intensidade, não relacionada à alimentação, há um dia. Também refere dispneia. Nega febre, tosse, coriza ou diarreia. Em relação aos antecedentes pessoais, é o terceiro filho de uma prole de quatro. Pré-natal e parto normal a termo sem intercorrências. Nega infecções de pele, orofaringe ou de trato urinário prévios. Sem demais comorbidades. Vacinação adequada para a idade. Ao exame físico, P = 20 Kg (p 85) / E = 105 cm (p 50), peso seco referido = 17 Kg, REG, corada, hidratada, afebril ao tato. ACV = RCR 2T sem sopro, FC = 130 bpm. AR = MV diminuídos em base direita, sem RA. FR = 45 imp, Sat = 92% em ar ambiente, abdome normotenso, sem VCM, indolor à palpação, RHA+, ascite +2/+4, genitálias sem edema. Membros inferiores com edema +2/+4, edema palpebral +2/+4 e lesões cicatriciais de impetigo. Os exames laboratoriais revelaram exame de urina simples com proteínas +4, sem hematúria, proteinúria de 24 horas = 1.4 g, albumina = 2.0 g/dL, triglicerídeos = 300 mg/dL, colesterol total = 250 mg/dL. Sorologias para sífilis, hepatite B, C e HIV normais, função renal e tireoideana normais. FAN, complemento, pANCA, cancã negativos. USG de rins e vias urinárias normais. Foi então iniciado tratamento com prednisona 60 mg/m2/dia, sem melhora laboratorial após oito semanas.
Para se considerar o diagnóstico de síndrome nefrótica para a paciente, necessariamente dois critérios têm que estar presentes: proteinúria na faixa nefrótica e hipoalbuminemia.