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O envelhecimento da população constitui um desafio gigantesco para o farmacêutico. Fenômeno de expressão mundial e que tem gerado impactos significativos nos contextos sanitário e socioeconômico dos países, quer sejam eles desenvolvidos ou em desenvolvimento, as transformações demográficas decorrentes da expansão do número de idosos representam algumas das novas necessidades em saúde e exigem das autoridades ajustes profundos nos programas sanitários por causa do aumento do número de indivíduos portadores de doenças crônicas.
“O farmacêutico deve garantir que o tratamento medicamentoso do idoso seja efetivo e seguro, por meio de atividades clínicas, como consultas de acompanhamento e revisão da farmacoterapia”, explica o farmacêutico Cassyano Correr.
O fortalecimento da atenção primária, com foco na prevenção de doenças crônicas, impõe-se como ajuste fundamental na saúde pública. Mas os governantes têm, ainda, que resolver o difícil problema da limitação de recursos para o setor no qual pesa a demanda de medicamentos.
O problema agrava-se devido ao fato de o consumo de fármacos ser maior entre os idosos. A prevalência de doenças crônicas (cardiovasculares, diabetes e pulmonares) e neurodegenerativas (doença de Parkinson e mal de Alzheimer) relacionadas ao envelhecimento deve preocupar os farmacêuticos, tamanha a responsabilidade que pesa sobre esses profissionais. Afinal, cerca de 80% dos idosos têm pelo menos uma doença crônica. Significa dizer que, entre eles, é maior a necessidade do uso de medicamentos.
Nos trechos “O fortalecimento da atenção primária, com foco na prevenção de doenças crônicas” (linhas 16 e 17) e “o difícil problema da limitação de recursos para o setor no qual pesa a demanda de medicamentos” (linhas de 19 a 21), os vocábulos sublinhados significam, respectivamente,