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A.N.C. foi diagnosticado com insuficiência renal crônica (IRC) há 1 ano e iniciou rapidamente a hemodiálise, em função da gravidade do quadro clínico. Trata-se de um homem de 75 anos de idade, divorciado, pai de dez filhos. Aposentou-se por invalidez após um acidente de trabalho, o qual resultou na perda dos movimentos da sua mão esquerda, mas não o incapacitou de administrar a própria vida. Após a IRC, A.N.C. viu-se em sucessivas mudanças, a começar pela fragilidade de sua saúde. Mudou-se para a residência de L.N.C, sua filha, que passou a acompanhá-lo em consultas médicas e às sessões de hemodiálise e a orientá-lo quanto aos novos hábitos e comportamentos necessários. Ao longo do tratamento, A.N.C. sofreu algumas intercorrências referentes a dificuldades de acesso à diálise. Passou por várias cirurgias e internações, que acarretaram impactos em seu estado clínico e no seu bem-estar. Poucas eram as atividades executadas por ele sem o auxílio de terceiros e ele não permanecia sozinho em nenhum momento. À medida que ele se tornava mais dependente, emergia a necessidade de ter um cuidador.
BRITO, D.C.S. Cuidando de quem cuida: Estudo de caso sobre o cuidador principal de um portador de insuficiência renal crônica. Psicologia em Estudo, Maringá (PR), v. 14, n. 3, p. 603-607, jul./set. 2009, com adaptações.
A respeito do referido caso e dos conhecimentos a ele relacionados, julgue as questões a seguir.
A IRC é uma doença em que sempre há perda completa da função renal, o que acarreta a retenção de líquidos e substâncias nocivas no sangue, causando, entre outros sintomas, pressão arterial alta, inchaço, enjoo, ressecamento da pele e danos em órgãos, como o coração e o próprio rim.