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Jeane era uma menina dedicada e sonhadora. Na terceira série, escreveu em uma redação que queria ser piloto, voar entre as nuvens e saltar de paraquedas. Sua nota? Zero. A professora disse que aquilo não era coisa de mulher.
Crescendo sob o peso de comentários negativos, Jeane desistiu do sonho. Anos depois, no ensino médio, escreveu que queria ser garçonete — acreditava que isso, pelo menos, conseguiria.
Mas tudo mudou quando uma professora de inglês propôs um exercício: imaginar o que fariam com recursos e habilidades ilimitados. Ao final, ela disse: "Vocês podem tudo, se acreditarem e lutarem por isso!"
Jeane sentiu o coração reacender. Contou seu sonho à professora e ouviu: "Então, seja!"
Foram anos de esforço, superando preconceitos e limitações. Tornou-se piloto, mesmo enfrentando discriminações. Em 1978, entrou para a história como uma das primeiras mulheres na United Airlines.
Seu exemplo mostra que os sonhos de infância não devem ser abandonados. Com incentivo e coragem, eles podem voar alto — como Jeane.
A palavra "que" é uma das mais polissêmicas da Língua Portuguesa, podendo exercer diferentes funções morfossintáticas, a depender do contexto em que aparece. Com base no seguinte trecho do texto: "Na terceira série, escreveu em uma redação QUE queria ser piloto (...). A professora disse QUE aquilo não era coisa de mulher."
Assinale a alternativa que apresenta a análise correta quanto à classe gramatical e à função sintática das duas ocorrências da palavra "que".