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A inteligência e a perspicácia, em virtude das quais se diz que os homens são considerados inteligentes ou perspicazes, não se identifica inteiramente com a opinião ou com o conhecimento científico (pois nesse caso todos os homens seriam inteligentes), nem são elas partes das ciências particulares, como a medicina, que é a ciência das coisas relacionadas com a saúde, ou a geometria, que é a ciência das magnitudes espaciais. A inteligência não trata das coisas eternas e imutáveis, nem de alguma das coisas que vierem a existir, mas somente daquelas que podem se tornar temas de questionamento e deliberação. Portanto, trata-se dos mesmos objetos da sabedoria prática; mas a inteligência e a sabedoria prática não são a mesma coisa. A sabedoria prática emite comandos, uma vez que sua finalidade é aquilo que deve ou não ser feito; a inteligência por seu turno, apenas julga. (A inteligência é idêntica à perspicácia, e homens inteligentes são o mesmo que homens perspicazes.) A inteligência não é nem a posse, nem a aquisição da sabedoria prática; mas assim como o aprendizado é chamado entendimento quando significa o exercício da faculdade de conhecer, o entendimento é aplicável ao exercício da faculdade de opinar, com o propósito de julgar o que outra pessoa diz sobre os assuntos que são o objeto da sabedoria prática – e de julgar corretamente, pois “bem” e “corretamente” são a mesma coisa. Daí vem o uso do nome “inteligência”, em virtude do qual se diz que os homens são “perspicazes” – da aplicação da palavra à apreensão da verdade científica, pois muitas vezes chamamos a isso de ter bom entendimento.
No trecho: “Daí vem o uso do nome “inteligência”, em virtude do qual se diz que os homens são “perspicazes” ...”. As palavras destacadas – do qual – tem como referente, ou seja, referem-se no texto a ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.