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VIA LÁCTEA Soneto XIII “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto A via láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: “Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?” E eu vos direi: “Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas.” Olavo Bilac
Observe:
I. “E abro as janelas...” 4º verso
II. “Capaz de ouvir e entender estrelas” Último verso
III. “Inda as procuro pelo céu deserto.” 8º verso
IV. “A via láctea, como um pálio aberto, cintila.” 6º verso
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as funções sintáticas dos termos destacados.