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Cárcere das Almas Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades, Mares, estrelas, tardes, natureza. Tudo se veste de igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e, sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo Espaço da Pureza. Ó almas presas, mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas, Da Dor no calabouço, atroz, funéreo! Nesses silêncios solitários, graves, Que chaveiro do Céu possui as chaves Para abrir-nos as portas do Mistério?!
Considere as afirmativas abaixo.
I. No primeiro quarteto, há uma afirmação de ordem geral: “toda a alma” (o que pode ser entendido como qualquer alma, todas as almas de todos).
II. Há no poema várias metáforas como, por exemplo, “alma presa num cárcere”.
III. O uso das iniciais maiúsculas em substantivos comuns (Dor, Céu, Mistério) acentua o aspecto simbólico dos vocábulos.
IV. Há no poema a presença de elementos antitéticos como, por exemplo, “grilhões / liberdades”.
V. O segundo terceto denota a presença do indivíduo na exclamação enfática, num vocativo de preocupação e angústia.
Do ponto de vista da análise sintático-semântica do poema, está correto o que se afirma APENAS em