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Neste ano, Rita Lee e Roberto de Carvalho comemorariam 50 anos do momento em que ela convidou o então guitarrista de Ney Matogrosso para jantar e se apaixonou. "Amor à primeira tecla", escreveu a roqueira em "Rita Lee: Uma Autobiografia." Ele está de passagens compradas para o Rio, onde nasceu, para desfilar no último carro da Mocidade Independente de Padre Miguel. A escola levará à Sapucaí o enredo "Rita Lee – A Padroeira da Liberdade".
Apesar de receber o convite como uma grata surpresa, a família fez exigências: sem produtos animais. "Era algo extremamente importante para Rita e para nós. Tenho certeza de que, onde estiver, ela está se regozijando com essa homenagem."
Como está a sua relação com a música?
Eu não planejava ser músico profissional. Toquei com alguns artistas, mas o meu encontro com a Rita foi fatal para que a minha vida ficasse inteiramente voltada à música. Quando a gente parou de fazer show, outros interesses surgiram. Eu me dediquei à jardinagem; a Rita, aos livros. Continuo tocando muito. Meu público mais fiel é o Juninho, meu cachorro – basta eu sentar ao piano que ele aparece. Mas não tenho a intenção de exercer a profissão. Não é impossível, mas é improvável. Sinto que, na música, já fiz o que tinha de fazer. Quando toco hoje, às vezes me soa derivativo.
(Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo. 02. 2026. Adaptado)
A palavra formada a partir de prefixo de negação está sublinhada no trecho: