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No dia 8 de fevereiro de 1600, depois de quase oito anos de detenção, Giordano Bruno foi conduzido à residência do cardeal Mandruzzo para ouvir, na presença de oito cardeais inquisidores e de algumas testemunhas ligadas à Igreja, além de uma multidão de curiosos, a sentença que o declarava herético impenitente e obstinado. De acordo com as regras do Santo Ofício, depois da condenação ele foi entregue ao governador de Roma para ser punido. Bruno não tinha a menor ilusão quanto ao significado da sentença que fora proferida, mas, ainda assim, diante de todos afirmou confiante aos cardeais, como relata uma testemunha ocular do ocorrido: “Tendes mais medo ao proferir a sentença do que eu que a recebo”. Dias depois - 17 de fevereiro -, ele foi queimado vivo no Campo Dei Fiori, lugar tradicional de suplício das vítimas da Inquisição em Roma. Nesse mesmo largo, uma estátua de bronze domina hoje a área central, como se o desafio lançado naquele dia frio do inverno romano continuasse a se dirigir aos que acreditavam triunfar ao condenar à morte uma das mentes mais férteis e criativas da Renascença.
Entende-se corretamente do texto: