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A guerra – e o crime – instaura o domínio do instantâneo, das imagens de ação. O fotojornalismo – do qual fazem parte o correspondente de guerra e o repórter policial – produz esse tipo de imagem, feita no calor da hora, no ritmo dos acontecimentos.
O oposto do repórter – e do fotógrafo de guerra – é aquele que vagueia, a câmera na mão, sem direção nem horário, pelas ruas. Ou aquele que, como um paisagista, contempla o panorama do mundo. Eles têm calma. Suas fotos têm uma coisa em comum: tempo. Eles sabem esperar. Deixar as coisas se configurarem ante os olhos.
Se o mundo estivesse em paz – se pudéssemos olhar para ele com vagar – as imagens teriam tempo. Esta atitude paciente só poderia nos reconduzir aos gêneros mais tradicionais da pintura.
Nós nos acostumamos a só ver aquilo que é dinâmico, que se agita ante os nossos olhos. É disso que trata a foto jornalística. Mas e quando nada, aparentemente, está acontecendo? O vento soprando nas árvores ou uma mulher que levanta a mão, com graça, como se fosse soltar um balão. Aí não se vê nada. Mas, de fato, tudo está acontecendo.
A fotografia atual só consegue ver a paisagem como palco, só consegue olhar para um rosto em busca de uma história. Mas retrata então não rostos, apenas poses e ações. É preciso saber ver, em determinadas imagens de hoje, aquilo que muitas vezes nos escapa. É preciso ter tempo para ver os rostos e a paisagem; para apreender o drama interior das pessoas, a serenidade dos lugares. Tudo aquilo que não se estampa de imediato.
... para apreender o drama interior das pessoas, a serenidade dos lugares. Tudo aquilo que não se estampa de imediato. (último parágrafo)
Mantendo-se a correção, a lógica e, em linhas gerais, o sentido original, os verbos grifados acima poderiam ser substituídos, sem qualquer outra alteração na frase, respectivamente, por: