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Gostaria de propor algumas hipóteses sobre as formas de complô, sobre as intrigas e os grupos que se constituem para planejar ações paralelas e sociedades alternativas.
Em princípio, o complô supõe uma conjuração e é ilegal porque secreto; sua ameaça implícita não deve ser atribuída à simples periculosidade de seus métodos, mas ao caráter clandestino de sua organização. Como política, postula a seita, a infiltração, a invisibilidade.
Muitas vezes, o próprio relato de um complô faz parte do complô, e assim temos uma relação concreta entre narração e ameaça. De fato, podemos ver o complô como uma ficção potencial, uma intriga que se trama e circula, e cuja realidade é sempre duvidosa. O excesso de informação produz um efeito paradoxal, o que não se sabe passa a ser a chave da notícia. O que não se sabe, em um mundo onde tudo se sabe, obriga a buscar a chave escondida que permita decifrar a realidade.
A alteração que mantém o sentido e a correção originais é a de