///
Ó tu do meu amor fiel traslado
Mariposa, entre as chamas consumida,
Pois se à força do ardor perdes a vida, A violência do fogo me há prostrado.
Tu de amante o teu fim hás encontrado, Essa flama girando apetecida,
Eu girando uma penha endurecida, No fogo, que exalou, morro abrasado.
Ambos, de firmes, anelando chamas, Tu a vida deixas, eu a morte imploro,
Nas constâncias iguais, iguais nas famas.
Mas, ai!, que a diferença entre nós choro;
Pois acabando tu ao fogo, que amas, Eu morro, sem chegar à luz, que adoro.
As mariposa quando chega o frio
Fica dando volta em volta da lâmpida pra se esquentar
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansar
Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando volta em volta de mim
Toda noite só pra me beijar
Ao analisar a intertextualidade, Marcuschi (2008) cita Ingedore Koch: “num sentido amplo, a intertextualidade é uma ‘condição de existência do próprio discurso’ e pode equivaler à noção de interdiscursividade ou heterogeneidade. Um discurso remete a outro e tudo se dá como se o que se tem a dizer trouxesse pelo menos em parte um já dito”.
Com base nessas considerações, é correto afirmar que entre o poema de Gregório de Matos e a canção de Adoniran Barbosa