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O trocador olhou, viu, não aprovou. Daquele passageiro, escanchado placidamente no banco lateral, escorria um fio de água que ia compondo, no piso do ônibus, a microfigura de uma piscina.
– Ei, moço, quer fazer o favor de levantar?
O moço (pois ostentava barba e cabeleira amazônica, sinais indiscutíveis de mocidade) nem-te-ligo.
O trocador esfregou as mãos no rosto, em gesto de enfado e desânimo, diante da situação tantas vezes enfrentada, e murmurou:
– Esses caras são de morte.
Devia estar pensando: Todo ano a mesma coisa. Chegando o verão, chegam problemas. Bem disse o Dario, quando fazia gol no Atlético Mineiro: Problemática demais. Estava cansado de advertir passageiros que não aprendem como viajar em coletivo. Não aprendem e não querem aprender. Tendo comprado passagem por 65 centavos, acham que compraram o ônibus e podem fazer dele casa da peste.
Considere as passagens: – Ei, moço, quer fazer o favor de levantar?
O moço (pois ostentava barba e cabeleira amazônica, sinais indiscutíveis de mocidade) nem-te-ligo.
O emprego de vírgulas, na primeira passagem, e o de parênteses, na segunda, justificam-se, correta e respectivamente, como recursos de pontuação para separar: