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Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.
Um grave problema na assistência médica
O Brasil vive o paradoxo do aumento substancial do número de médicos e da escassez deles para além dos centros urbanos. Com 392 escolas médicas, em pouco tempo ultrapassaremos a Índia, que tem 396 instituições de ensino médico e 1,4 bilhão de habitantes, e alcançaremos a estupenda marca de mais de 1 milhão de médicos. Mantidas a situação do mercado de trabalho e as características sociais dos médicos, haverá uma pletora desses profissionais que, por razão socioeconômica e da estrutura de saúde, não solucionarão, mas agravarão as distorções existentes. Ou seja, cerca de 2/3 desses profissionais continuarão se estabelecendo nas cidades litorâneas ou próximas das Regiões Sul e Sudeste.
Mas há outro problema, que independe de estímulo financeiro ou pressão social e que contribui para a inadequação do tratamento da saúde da população.
Paralelamente ao aumento do número de escolas médicas e à consequente entrada no mercado de trabalho desses novos médicos, passamos de 1,6 médico por mil habitantes, em 2010, para 2,6 médicos, já em 2023. Indiscutível que esse fato gerou um incremento exponencial das denúncias nos Conselhos Regionais de Medicinas e nos Tribunais de Justiça daquilo que é genericamente chamado de “erro médico”. Destacam-se, entre os vários motivos desse fenômeno, o descompasso entre a abertura destrambelhada de escolas médicas no País e a falta de estruturas educacionais e de treinamento dessas instituições.
(Braulio Luna Filho, “Um grave problema na assistência médica”. https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Como faltam estruturas educacionais e de treinamento, muitas instituições de ensino não estão aptas oferecer uma educação de qualidade, havendo um incremento exponencial de “erro médico”, prejuízos sociedade tanto se fala.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com: