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Leia o texto para responder às questões de números 08 a 10.
O poder do mosquito
Este 2019 começou marcado pelo ressurgimento de um velho e temível inimigo dos brasileiros: o Aedes aegypti. Nada menos de 994 cidades – um quinto dos 5214 municípios pesquisados – estão com altos níveis de infestação pelo mosquito.
Há duas formas de encarar a recente proliferação do Aedes, mosquito de origem africana que inferniza a vida de brasileiros desde que aqui aportou, séculos atrás, provavelmente a bordo de navios de traficantes de escravos.
A mais benigna põe ênfase nas condições meteorológicas para multiplicação do vetor, como a temperatura e a pluviosidade mais elevadas deste ano. Trata-se da visão favorita de governantes que se esquivam de responsabilidades.
Outra forma de encarar o poder redivivo do inseto é enxergar aí o fracasso do poder público em combater uma doença típica do subdesenvolvimento – ou da sociedade como um todo, porque erradicar o Aedes aegypti é um desafio que começa na casa de cada um.
Em um quinto dos municípios brasileiros pesquisados, a infestação pelo mosquito da dengue chegou altos níveis. Creditar condições meteorológicas a multiplicação do vetor pode ser uma forma de as autoridades mostrarem que nem sempre são capazes combater plenamente uma doença típica do subdesenvolvimento que tanta preocupação causa população do país.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com: