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Testes da vida
Carlos, há dois anos, numa madrugada de chuva, indo de carro de São Paulo a Belo Horizonte, parou na estrada ao ver uma ambulância estacionada no acostamento. Perguntou ao motorista o que estava acontecendo e este lhe explicou que o veículo tinha quebrado, ele precisava seguir viagem e não sabia o que fazer.
Carlos desceu do carro. Deu uma olhada no motor da ambulância e, como viu que não poderia fazer nada, levou o motorista até a cidade mais próxima e o ajudou a encontrar um mecânico que pudesse voltar com eles até a ambulância.
Três meses depois, passando pela mesma estrada, Carlos sofreu um acidente. Foi levado para a Santa Casa de uma cidade próxima e, devido ao estado em que se encontrava, só poderia ser transferido para um hospital em Belo Horizonte, de ambulância. Porém, de acordo com as normas absurdas daquele hospital, uma ambulância deveria se deslocar de Belo Horizonte até onde Carlos estava, para buscá-lo. Isso significava que levaria, no mínimo, cinco horas para que ele fosse atendido.
Entretanto, um motorista da Santa Casa entrou no ambulatório e viu Carlos na maca. Reconheceu que o paciente era o mesmo homem que o ajudara meses antes na estrada. Resolveu passar por cima das normas do hospital e levou Carlos para Belo Horizonte.
Carlos ficou um mês internado, mas sobreviveu porque foi atendido a tempo, o que poderia não ter acontecido se, naquela madrugada chuvosa, Carlos não tivesse marcado a resposta certa no teste que a vida lhe aplicou.
É preciso estar sempre vigilante às respostas que damos aos testes que a vida nos aplica e saber que só existe uma resposta certa: solidariedade.
Assinale a alternativa que apresenta palavras com sentido figurado.