///
Marketing infantil
As empresas de fast food, os fabricantes de comidinhas e bebidinhas não saudáveis são, por definição, predadores. Vivem olhando para o próprio umbigo e para o bolso dos papais consumidores.
Matéria de 7 de abril de 2013, baseada em pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da USP, dava conta de que um adolescente brasileiro consome 26 quilos de açúcar por ano com refrigerante e suco pronto; e associa esse consumo inadequado com o crescimento alarmante da obesidade infantil em nosso país. Evidentemente, não culpava as empresas apenas, mas a falta de consciência dos pais que, desatentos ou iludidos pela propaganda dos fabricantes, permitem o acesso fácil de seus filhos a esses produtos nocivos à saúde.
Já a Folha de S.Paulo, em reportagem da editoria de Ciência de 8 de abril de 2013, ressaltava a publicação nos EUA de um livro do jornalista americano Michael Moss, ganhador do Prêmio Pulitzer em 2010, sobre a ação predadora da indústria de alimentos, que manipula alimentos com o objetivo de aumentar o consumo, ainda que essa iniciativa tenha como consequência a degradação da qualidade de vida. O livro, que chegou a merecer um extrato publicado pela prestigiada The New York Times Magazine, revela que os fabricantes têm feito de tudo para incentivar o consumo. Basicamente, segundo Michael Moss, as empresas manipulam 3 ingredientes: o sal, o açúcar e a gordura; e, com isso, conseguem aumentar o número de consumidores fiéis e… gradativamente doentes.
No Brasil, as tentativas de restrição à propaganda de produtos não saudáveis encontram a resistência de empresas, agências de propaganda e de veículos que temem ver reduzido o seu ganho, já que o setor inclui anunciantes de peso.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna da frase, a partir da interpretação do texto.
Segundo o autor, a restrição à liberdade de expressão é um argumento usado para proposta de regular o marketing infantil.