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O meu Amor não tem Importância nenhuma. Não tem o peso nem De uma rosa de espuma! Desfolha-se por quem? Para quem se perfuma? O meu Amor não tem Importância nenhuma.
(Cecília Meireles)
Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio porque esse não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte, depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
(Carlos Drummond de Andrade)
Quando, Lídia, vier o nosso outono Com o inverno que há nele, reservemos Um pensamento, não para a futura Primavera, que é de outrem, Nem para o Estio*, de quem somos mortos, Senão para o que fica do que passa O amarelo atual que as folhas vivem E as torna diferentes.
(Ricardo Reis)
*Estio: verão.
Em – Com o inverno que há nele, reservemos – transpondo-se reservemos para a 2.ª pessoa do singular, a frase correta é