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Desde os tabletes de argila ao documento eletrônico não há como formar e desenvolver coleções sem se deparar com questões próprias da natureza do processo, tais como o que se vai colecionar, por quê, para quê e para quem colecionar. Quando a produção bibliográfica dependia exclusivamente do monopólio da reprodução do conhecimento pelos monges, a seleção dos títulos a serem copiados era fruto de uma lógica cristã sobre as escolhas do que deveria ser ou não colecionado. Essa prática ocorria