///
Em um multiplicador de dínodos discretos (Secondary Electron Multiplier), o íon se choca em um dínodo de conversão e libera elétrons secundários que são amplificados em vários estágios de dínodos até gerar um pulso detectável na saída do detector. Este tipo de detector é utilizado em ICP-MS com analisador de massas por quadrupolo e realizam medidas chamadas de contagem de pulsos.
Durante a realização destas medidas, após o detector registrar um pulso durante a detecção de um evento, ocorre um curto intervalo de recuperação conhecido por tempo morto (dead time, τ), sendo o reflexo do limite de velocidade do circuito de detecção. Durante este intervalo de tempo, o sistema fica temporariamente indisponível e qualquer evento não será contado ou irá distorcer a medida.
Considere o modelo não-paralisável para descrever a taxa de eventos observados R (contagens por segundo - cps) em função da taxa real de eventos r (cps) e o dead time τ (s): R = r / (1 + rτ)
O dead time τ de um detector pode ser calculado utilizando-se o método de dois pontos a partir do fator de atenuação a, R1 e R2 onde: r1 e r2 são taxas reais de eventos e r2 = ar1; R1 e R2 são as taxas de eventos observados em relação a r1 e r2, respectivamente.
Sabendo-se que para um determinado detector hipotético, os valores medidos foram: a = 0,75, R1 = 100kcps, R2 = 80kcps, o valor de τ, em µs, considerando o modelo não-paralisável, é aproximadamente