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África do Sul: uma importante parceria para o comércio internacional brasileiro
A África do Sul ocupa 4% do território africano e conta com cerca de 47 milhões de habitantes e é considerado importante mercado emergente. A moeda oficial é o Rand (ZAR), que, de acordo com dados do Banco Central do Brasil, equivale a cerca de 0,21 real. A economia sul-africana varia da agricultura de subsistência até a moderna atividade industrial e mineral, tornando-a a mais forte economia do continente, com Produto Interno Bruto na ordem de US$ 255 bilhões. De igual modo, detém mais da metade dos carros, telefones, bancos e indústrias da África. Trata-se de importante produtor mundial de ouro e um dos líderes na extração de diamantes.
No final do século XIX, com a descoberta de riqueza mineral, a África do Sul passou por grandes transformações que produziram o desenvolvimento, impulsionaram a economia e viabilizaram importantes setores manufatureiros e industriais. A primeira descoberta significativa foi a de diamantes em 1867, e em pouco tempo a África do Sul já havia triplicado suas exportações. Com a mineração, surgiu um destacado mercado interno para alimentos e bens manufaturados, o que incentivou o desenvolvimento desses setores.
A exportação de ouro correspondeu a 40% das exportações totais do país nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Em 1970, a produção de ouro da África do Sul atingiu mil toneladas, o volume mais alto de toda a sua história, representando naquele ano 60% de toda a produção mundial desse metal.
Após a transformação política da África do Sul num governo democrático de unidade nacional em 1994, a crise econômica foi superada. O principal programa do governo sul-africano foi o programa denominado Crescimento, Emprego e Redistribution (Growth, Employment and Redistribution – GEAR), que previa especialmente as privatizações das estatais e a redução do desnível entre ricos e pobres.
Em 1994, foi criado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (National Economic Development and Labour Council – NEDLAC), cujo principal objetivo consistia em promover a integração entre governo, empresários e trabalhadores, tornando as decisões econômicas mais abrangentes para promover as metas do crescimento econômico e da igualdade social. Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), a transferência de poder, o fim do apartheid e a realização de eleições multipartidárias em 1994 transformaram politicamente a África do Sul.
O país também é membro da União Aduaneira da África Austral (Southern African Customs Union – SACU), junto com Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia. De acordo com a SACU, os membros aplicam às importações impostos e taxas antidumping e taxas aduaneiras de salvaguarda; no entanto, cada membro possui sua legislação própria para restrições às importações. A África do Sul é o país de maior crescimento econômico do continente africano e representa um importante mercado para o Brasil.
Uma expressiva aproximação do Brasil com a África do Sul ocorreu em 2003 com o estabelecimento do Fórum de Diálogo IBAS (Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul). As parcerias visavam trocar experiências em diversos setores, como agricultura, clima, educação, energia, ciência e tecnologia, turismo, transporte e outras áreas. Brasil e África do Sul têm afinidades econômicas e políticas para estabelecer uma parceria dentro de um mundo cada vez mais competitivo.
Há ainda o interesse comum dos dois países em constituir parcerias para atuação em mercados africanos, principalmente pelo risco iminente de deslocamento das empresas locais face à acirrada concorrência chinesa, informa o relatório Oportunidade de Negócios em Serviços com a África do Sul. O governo sul-africano demonstra empolgação com a Copa do Mundo de Futebol que se realizará no país em 2010, mas o tema dominante das conversas bilaterais são os problemas sociais.
Brasil e África do Sul estão investindo em conjunto e trocando experiências na coordenação de políticas públicas, com vistas a promover maior intercâmbio e cooperação nas áreas da cultura e do combate à pobreza e à desigualdade social.
Brasil e África do Sul estão investindo em conjunto e trocando experiências na coordenação de políticas públicas, com vistas a promover maior intercâmbio e cooperação nas áreas da cultura e do combate à pobreza e à desigualdade social. (L.87-91)
Assinale a alternativa em que o termo desempenhe função sintática distinta da dos demais no período acima.