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A década de 1920 foi palco, no Brasil, da séria crise socioeconômica e política cuja solução somente se daria, de fato, com a instalação do Estado Novo, em 1937. Do ponto de vista político, tratou-se de uma crise de hegemonia que pode ser desdobrada em dois momentos, o primeiro dos quais abarcou os anos 20, que teve como sentido último a contestação à preponderância da burguesia cafeeira, que culminou com a conhecida revolução de 30.
Durante a Primeira República, o incontrastável domínio das oligarquias assentava-se, entre outros aspectos, em práticas sociais e políticas excludentes, no coronelismo e no analfabetismo que atingia a maioria absoluta da população brasileira.