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Quando Osório Duque-Estrada assumiu, em 1915, a cadeira que fora do poeta sergipano Sílvio Romero, Coelho Neto reconstituiu uma fala que, supostamente, seria de Romero e que se refere à poesia popular e ao espírito sertanejo: Ninguém imagina como eu quero bem a isto, como
acho isto bonito! Este sol que não se cansa de nos dar beleza e
fartura e dengue às nossas mulheres, palavra que, às vezes,
tenho vontade de o adorar porque é verdadeiramente um deus!
Qual literatura! Se vocês querem poesia, mas poesia de
verdade, entrem no povo, metam-se por aí, por esses rincões,
passem uma noite no rancho, à beira do fogo, entre violeiros,
ouvindo trovas de desafio. Chamem um cantador sertanejo, um
desses caboclos distorcidos, de alpercatas e chapéu de couro,
e peçam-lhe uma cantiga. Então sim. Poesia é no povo. Poesia
para mim é água em que se refresca a alma e esses versinhos
que por aí andam, muito medidos, podem ser água, mas de
chafariz, para banhos mornos em bacia, com sabonete inglês e
esponja. Eu, para mim, quero águas fartas — rio que corra ou
mar que estronde. Bacia é para gente mimosa e eu sou caboclo,
filho da natureza, criado ao sol.
Cada uma das opções a seguir apresenta uma palavra constante do texto 25A1-I. Assinale a opção que apresenta palavra cuja sílaba tônica contém ditongo decrescente.