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O homem primitivo procurava defender-se do frio e da fome abrigando-se em cavernas e alimentando-se de frutos silvestres, ou do que conseguia obter da caça e da pesca. Ao longo dos séculos, passou a espécie humana a sentir a necessidade de maior conforto e começou a reparar no seu semelhante. Assim, como decorrência das necessidades individuais, surgiram as trocas. Sistemas de troca direta, que duraram vários séculos, ocasionaram o aparecimento de palavras como “salário” (pagamento feito por meio de certa quantidade de sal) e “pecúnia” (do latim pecus, que significa rebanho de gado, ou peculium, relativo a gado miúdo, como ovelha ou cabrito).
As primeiras moedas, peças que representavam valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII a.C. As características que se desejava ressaltar eram gravadas nas peças por meio da pancada de um objeto pesado (martelo), em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, na qual os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata. Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas, que quase sempre, na atualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades.
A necessidade de guardar as moedas em segurança fez surgirem os bancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. Esses recibos passaram, com o tempo, a servir como meio de pagamento por seus possuidores, por serem mais seguros de portar do que o dinheiro vivo. Assim surgiram as primeiras cédulas de papel moeda, ou cédulas de banco, ao mesmo tempo em que a guarda dos valores em espécie dava origem a instituições bancárias.
A correção gramatical e os sentidos do texto 1A1-II seriam preservados caso a forma “preservou-se” (R.22) fosse substituída por