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Os poetas criam textos que não necessariamente correspondem à experiência coletiva, concebida como documento. O que eles produzem corresponde a uma dimensão mais profunda da realidade social; algo que acessam como quem adentra um banco de experiências transistóricas. O poema estabelece um jogo complexo de palavras que promovem e interditam sentidos e experiências que ligam autor e leitor, e também ambos ao mundo social. Como quem se senta em um banco de praça e registra a vida cotejada com seus sentimentos: assim se desenvolve o olhar lírico.
No texto precedente, o emprego da palavra “banco”, nas linhas 5 e 9, exemplifica o fenômeno denominado