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Por meio de práticas abusivas, a empresa Cambridge Analytica conseguiu coletar dados pessoais de 50 milhões de usuários do Facebook nos Estados Unidos da América, eventualmente cruzando-os com informações eleitorais, o que possibilitou identificar e influenciar as suas pretensões de votos. Os dados foram obtidos por meio de um aplicativo que permitia, por meio do consentimento do usuário, coletar os dados seus e dos seus amigos no Facebook. O aplicativo foi desenvolvido por um pesquisador da Universidade de Cambridge que informou que os dados pessoais seriam coletados para fins de pesquisa científica.
É importante ilustrar aqui que princípios gerais que regem o uso adequado de dados pessoais em muitas legislações, inclusive no Brasil, determinam que dados pessoais devem ser coletados e utilizados para finalidades determinadas e legítimas. O uso para outras finalidades diferentes daquelas que ensejaram a coleta somente pode se dar por meio de alguma autorização, um consentimento efetivo do titular dos dados, para o cumprimento de um contrato, uma obrigação imposta por uma lei ou outros instrumentos jurídicos que variam com arcabouço jurídico vigente. O uso dos dados para outros fins, sem a devida autorização, pode ser considerado uma violação aos princípios gerais, a regras presentes em muitas leis e a obrigações acordadas por meio de contratos como políticas de privacidade.
Para proteger-se nas redes sociais, há maneiras simples. Atualize as configurações de privacidade em redes sociais e serviços. A maioria dos sites compartilha as informações dos usuários em modo público, mas é possível restringir o quanto de dados pessoais poderá ser acessado por qualquer um. O ideal é compartilhar informações somente com quem você conhece. Outra boa dica é ativar a autenticação em duas etapas, sempre que possível. Não vincule contas. O recurso, que pode simplificar o login em diversos serviços, pode trazer problemas: se um invasor descobrir uma senha, terá acesso a diversas contas sem dificuldades. Senhas diferentes são mais dificilmente descobertas e protegem melhor as informações. Usar conexões seguras e escolher senhas fortes são também maneiras de se proteger.
Na progressão do texto 16A2BBB, os termos “os” (R.4), “o que” (R.4) e “seus” (R.8) funcionam como elementos de construção da