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Pretendendo engravidar e evitar complicações durante a gestação, uma paciente, com trinta e cinco anos de idade, compareceu a uma consulta médica para ser avaliada e receber orientações. O médico solicitou a ela que realizasse alguns exames, como hemograma completo e citologia cervical do material que ele mesmo havia coletado durante a consulta.
Os resultados do exame foram: hemoglobina = 3,5 g/dL; hematócrito = 10%; eritrócitos = 1,14 × 106/µL; volume corpuscular médio (VCM) = 87,71 fL; hemoglobina corpuscular média (HCM) = 30,7 pg; concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM) = 35%; leucócitos totais = 11 × 103/µL.
O médico considerou os seguintes valores de referência como os intervalos de normalidade para adultos do sexo feminino: hemoglobina (g/dL) = 12-15; hematócrito (%) = 35-49; eritrócitos (× 106/µL) = 4,0-5,4; VCM (fL) = 80-100; HCM (pg) = 26-32; CHCM (%) = 32-36; leucócitos totais (× 103/µL) = 4,5-11,5.
A contagem diferencial do sangue periférico apresentou acúmulo de células linfoides pequenas, smudge cells e linfocitose de 73%. Na citologia cervical, detectou-se estreptobacilos gram-positivos, predominância de células escamosas superficiais com núcleos picnóticos e pequena quantidade de células escamosas intermediárias naviculares.
A análise conjunta dos parâmetros da série vermelha do hemograma indica um caso de anemia normocrômica normocítica.