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A metrópole de São Paulo vem se tornando mais heterogênea econômica, social e espacialmente e menos desigual quanto a renda, inserção no mercado de trabalho e condições de vida de seus habitantes, mesmo nas áreas mais precárias. A imagem emerge dos treze ensaios que compõem o livro A Metrópole de São Paulo no Século XXI – Espaços, Heterogeneidades e Desigualdades, os quais abordam temas específicos, a partir de um diagnóstico comum, para construir um panorama atual da região metropolitana. Tal retrato resulta das mudanças de diversas dimensões pelas quais a metrópole passou na última década, do perfil da pobreza às dinâmicas migratórias e ligadas ao crescimento demográfico, dos moldes de segregação social à produção habitacional e à mobilidade urbana.
A fisionomia da metrópole, central na economia do país, reflete a conjuntura de modo especial, segundo o organizador. Assim, tiveram impactos particulares na região metropolitana a redemocratização, na década de 80 do século XX (com a volta das eleições regulares e com a constituição de sistemas nacionais de políticas públicas), a estabilização econômica, a abertura do mercado interno da década de 90 e o crescimento econômico vigoroso da primeira década do século XXI.
Seriam mantidas a coerência e a correção gramatical do texto IV, caso a forma verbal “tiveram” (R.17) fosse substituída por