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Sem dúvida, a universidade contemporânea desempenha uma importante função social na medida em que qualifica o indivíduo para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico, carecedor de trabalhadores aptos a desempenhar atividades de maior grau de intelectualização. Embora o ingresso no mercado de trabalho esteja fortemente impresso no imaginário coletivo como o principal — senão único — recurso para melhoria de condições de vida, é preciso observar que a sociedade capitalista define o indivíduo a partir de sua capacidade de produzir mais e melhor do que o seu próximo.
Não obstante, para além da consideração do indivíduo, encontra-se a coletividade, que é a força material de um país — formada pelo conjunto de sujeitos de tal coletividade e por aquilo que eles produzem —, e que constitui esse país em suas esferas política, econômica e cultural. As universidades públicas apresentam importante papel, desempenhando atividades diversas, a exemplo dos atendimentos realizados por hospitais universitários, núcleos de prática jurídica, programas de extensão de cunho social que não só atendem à demanda da população por saúde pública, por esclarecimento e obtenção de seus direitos como cidadãos, por educação e outros, como também oferecem aos estudantes a oportunidade de empregar em atividades prático-profissionais o conhecimento acadêmico adquirido em sala de aula.
Por seu turno, os programas de pesquisa constituem talvez a ferramenta mais importante para o progresso tecnológico e científico do país, tornando mais concreta a possibilidade de ascensão do país a esferas de maior desenvolvimento no cenário mundial, por meio da busca de soluções pertinentes à nossa realidade.
A expressão “Não obstante” (R.11) relaciona a ideia mencionada no final do primeiro parágrafo, sobre o indivíduo, com a mencionada a seguir, sobre a coletividade, e poderia ser substituída, sem prejudicar a coerência e a correção do texto, por Apesar disso.