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Os efeitos da seca espalham-se no campo e são visíveis nos incontáveis animais mortos por onde passam as rodovias sertanejas. Uma cena trágica e recorrente. Foi assim por todo o século XX, com momentos de extrema gravidade: no começo da década de 30 e em dois períodos da década de 50. Situação semelhante àquela que vemos hoje no Semiárido, com apenas uma diferença: nas secas passadas, além dos animais mortos, havia as levas de flagelados fugindo para São Paulo ou sobrevivendo de saques nas feiras livres ou no comércio das cidades do interior. No mais, a reprodução é fiel na morte em massa dos animais, com tremenda repercussão na economia. Balanço da Secretaria de Agricultura de Pernambuco mostra que, em 600 propriedades do Agreste e do Sertão, a estiagem já havia provocado a morte de 168.356 animais. Neste momento, seguramente, o número cresceu, o que é um escândalo. Principalmente quando se sabe que a mortandade reduziu a produção de leite em 72% e causou prejuízos reais da ordem de R$ 1,5 bilhão.
Em “espalham-se” (R.1), o termo “se” indica que o sujeito da oração é indeterminado.