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A energia hidrelétrica é gerada por meio do aproveitamento do fluxo das águas em uma usina. A primeira usina hidrelétrica do mundo foi construída no final do século XIX — quando o carvão era o principal combustível e as pesquisas sobre petróleo ainda engatinhavam — junto às quedas d’água das cataratas do Niágara. Até então, a energia hidráulica da região tinha sido utilizada apenas para a produção de energia mecânica. No Brasil, na mesma época, ainda no reinado de D. Pedro II, foi construída a primeira hidrelétrica, no município de Diamantina, utilizando-se as águas do ribeirão do Inferno, afluente do rio Jequitinhonha, com 0,5 MW de potência e linha de transmissão de dois quilômetros.
Em pouco mais de cem anos, a potência instalada nas unidades aumentou significativamente — chegando a 14 mil MW, como é o caso da usina binacional Itaipu, construída, em parceria, por Brasil e Paraguai e, hoje, a maior hidrelétrica em operação no mundo. O princípio básico de funcionamento para a produção e a transmissão da energia, entretanto, se mantém inalterado. O que evoluiu foram as tecnologias que permitem a obtenção de maior eficiência e confiabilidade do sistema.
Ser favorecido por recursos naturais que se transformam em fontes de produção de energia é estratégico para qualquer país, entre outros fatores, porque reduz a dependência do suprimento externo e, em consequência, aumenta a segurança quanto ao abastecimento de um serviço vital ao desenvolvimento econômico e social. No caso dos potenciais hídricos, a esses argumentos favoráveis somam-se outros dois: o baixo custo do suprimento na comparação com outras fontes (carvão, petróleo, urânio e gás natural, por exemplo) e o fato de a operação das usinas hidrelétricas não provocar a emissão de gases causadores do efeito estufa — a energia hidrelétrica é classificada como limpa no mercado internacional.
De acordo com o texto,