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Relatório sobre emprego no mundo, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), diz que é “alarmante” a situação global do trabalho e que não há sinais de recuperação em um futuro próximo. O organismo prevê que uma nova fase, “ainda mais problemática”, na crise global de empregos ainda está por vir. Uma das razões é que os países ricos tomaram medidas buscando a austeridade fiscal a qualquer custo e realizaram drásticas reformas trabalhistas. Em consequência, acabaram caindo na chamada “armadilha da austeridade” — uma espécie de círculo vicioso no qual um baixo crescimento gera o aumento da volatilidade, contração do crédito, redução de investimentos e perda de empregos.
O Globo, 30/4/2012, p. 19 (com adaptações).
Na condição de economia emergente, o Brasil ainda não tem se preocupado em adotar medidas de austeridade fiscal, de modo que, no país, não há legislação que obrigue os governantes a subordinar os gastos públicos ao que se arrecada.